Eletronic Brain

Sinto que se tu pedisse para eu te acompanhar em uma viagem longa, por avenidas vazias e cinzentas, até chegarmos ao topo de um vale desconhecido, com casas pequenas, pessoas comuns, sem nada para fazer a não ser viver cada dia, eu iria, iria sorrindo durante a viagem, dividiria o volante do carro e cantariamos rocks sobre nós dois, sobre pessoas e vulgaridades condenaveis, me esconderia em qualquer lugar para preservar o que mais preso em nós dois…

E não é porque larguei o emprego e escuto Billie Holiday todas as “manhãs” quando acordo e vou direto para o computador escrever, nem porque sinto que assim como você matei algumas coisas aqui para poder nascerem outras. Nem porque o cara que acordou do meu lado me disse que uso dele para inventar historias escritas, porque eu nao consigo no vazio só criar caso, sexo. Nem to falando de romance. Esse é outro cara. É porque está tarde da noite, e eu estou com febre, meus pés gelados e o apartamento vazio. Dormi a ponto de perder a hora da aula e ficar nesta sala o dia todo, ora ensolarado, ora ventoso. É justamente neste momento em que penso em dormir.

Preciso arranjar um jeito de esconder minhas verdades. Por mais que as doam, tem se tornado um tanto quanto difícil expressar o que sinto. Tem quem esteja me bloqueando.

Terminaria um livro com mensagens subscritas dando a entender que tenho mais poder, ou que posso mais. Porque é assim que eu me sinto. 

Neles estampados sorrisos singelos fruto de um treco que chamavam de qualquer coisa desconhecida e nova. Não sabiam se temiam o próximo passo nem se correr seria a melhor solução. Por traz de luzes e sombras que espelhavam-se através de personalidades diferentes. Podiam escrever uma pilha de papéis, suspenderem a altura de um prédio de sete andares e apenas largar. Largar.

Quem seria capaz de contrariar o que estava escrito? 

Se eu contasse a você como me sinto hoje, não teriam… A vida tem se tornado apenas dias seguidos por dias, sem nada… Nunca fui alguém com perspectiva de vida, só haviam duas pessoas que acreditavam em mim. É chegada a hora de dizer adeus a algumas coisas e pessoas, necessariamente. Tenho que admitir: Já foi mais fácil viver.

starteddreams:

Edward Cullen: Eu quis matar você. 

Bella: Eu confio em você.

~~

Edward Cullen: Eu quis matar você.

Pessoa Normal:

1976

1976

I (L) Satan

I (L) Satan

Cinco letras de um nome próprio

Eu não esquecerei. Quando fazia noite, eu ouvia apenas a tua respiração e sentia o calor de tuas mãos, com seus dedos entrelaçados aos meus. A vida acontecendo do lado de fora e uma outra acontecendo do lado de dentro. Nomear-te-ei então: Profundo, digo, literalmente. Corpos estranhos até então, despejados um sobre o outro com intensos movimentos querendo mais que a carne. Não tinham tempo de lembrar que dias atrás sonhavam com o que naquela hora, estava acontecendo. Cheiros sendo descobertos. Prazeres também. Percebiam que não eram apenas duas pessoas compartilhando a existência de fatores. Mas sim a ternura de ter a quem confiar. 

Eu atravessei terras em busca do que eu definitivamente chamava de sentimento. Entrava e saia pela porta, parecia que não voltaria, e voltava. Aquele lugar pequeno e frio e escuro e alto, tornou-se então cúmplice do que estava escrito dentro do nosso peito. Pairava em nossa mente perdidos pensamentos ora compartilhados, ora não, mas nunca deixando de ali estarem entregue. Hoje olhar as horas é comparar com aquelas mesmas que voavam e me apertavam de uma maneira indescritível. Deixa que o mundo seja nosso a partir de agora, e deixe-o acabar em nossos pés. 

Não imaginava que partir seria tão dolorido. E foi.
Não imaginava que poderia voltar algum dia. E pode. 
Não imaginava que amaria tanto. E ama.
Não imaginava que seria tão feliz. E foi. E é.